A maior sensibilidade que se pode existir dentro do vão ego de um artista, é quando ao fechar os olhos se permiti a continuidade dos acordes, proporcionando o dialogo saudável entre o sons e as sensações, entre o ritmo e a melodia, entre a duração das notas e a afinação da alma.

   Saber que a mesma arte que produz, seja ela escrita, seja ela cantada trata-se da mesma obra que o conduzira a paz, mesmo em tempo de remota aflição emocional. O artista acha que produz a arte, mas se esquece que a arte é o que desnorteia a vida.

    Eu geralmente escrevo quando penso que deveria cantar, e canto quando os pensamentos insistem em jorrar as palavras. Faço da musica e de meus escritos e das leituras alheias a eterna sensação de brisa e satisfação, o artista pensa produzir a obra, enquanto na verdade, as artes é que nutrem a fome por expressão presente nos neurônios de cada artista.

 

 

 

 

                                                                                                      Morgana Santana

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